Cresci dentro de uma casa que cantava

 Se tem uma coisa pela qual vou agradecer à minha mãe pra sempre, é por ter feito da nossa casa um lugar musical.

Desde que me entendo por gente, lá em casa sempre teve música — no rádio, na fita K7 ou no bom e velho vinil.
A música sempre esteve comigo, e tenho certeza de que vai me acompanhar até o fim.

Acho até curioso quando alguém me pergunta como eu consigo ouvir música o tempo todo.
Respondo sem pensar: música é tudo. É vida, é memória, é sonho, é projeto.
Se um dia eu tivesse que escolher entre perder a visão ou a audição, escolheria perder a visão sem pestanejar.
Viver sem ver eu até dava um jeito… sem ouvir música, não. Aí não faz sentido.
A música faz parte de quem eu sou e de quem ainda vou ser.

Nos meus melhores e piores momentos, ela sempre esteve ali.
Serve pra lembrar, pra acalmar, pra segurar a barra, pra celebrar.
Ouça música. Deixe ela entrar no peito, ocupar um cantinho do seu “eu”.
Às vezes, ela diz aquilo que nem psicólogo consegue traduzir.
Música é vida, é sentimento, é companhia — e nunca te abandona, mesmo quando o resto do mundo parece que abandona.
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