Quando a música girava devagar e a vida não precisava de tanta pressa

 



De vez em quando me bate uma saudade teimosa do começo dos anos 1990.

Eu me vejo naquele quarto, meu canto de sossego, com meus poucos discos de vinil e fitas K7 — e não essa bagunça digital de hoje que ninguém dá valor.

Tinha dias em que eu só deitava e deixava a música rodar, sem notificações apitando.
Em outras noites, uma cerveja gelada e um Hollywood pra acompanhar o pensamento — coisa simples, direta, sem frescura.

Era outro tempo.

As preocupações tinham mais sentido, e os sentimentos não vinham exagerados como hoje. A vida andava no ritmo certo, sem essa pressa estúpida.

No meio dessa modernidade cheia de música descartável, Robbie Williams ainda consegue me puxar de volta praqueles dias.
O cara tem estilo. Não fica tentando impressionar com firula.
Simples, bom, e com aquele toque que faz a gente lembrar de sensações guardadas lá no fundo.

Suas canções têm esse poder discreto: acender memórias que o tempo tentou apagar — sem drama.

É alguém que recomendo ouvir.


No mínimo, ajuda a limpar os ouvidos da porcaria que anda por aí.


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