29/09/2018

Tempos difíceis

 O país passa por tempos difíceis e o ódio vem dominando as pessoas.

O que mais tenho visto, são discursos de ódio, briga de classes e pessoas se sentindo e dizendo serem melhores que as outras.

Nesse período pós Impeachment, o país entrou em desespero, ou na minha opinião, fez com que pessoas revelassem seu verdadeiro eu.

O colapso moral e ético, onde a ignorância predomina sobre o bom senso, vemos um presidenciável ser preso de forma estranha

enquanto outro prova de seu próprio discurso venenoso e é esfaqueado.

Vivemos um tempo em que, para conhecer o caráter de alguém, basta discordar de suas ideias e opiniões.

Algumas pessoas se escondem em nicknames e assim, distribuem seu ódio, suas frustrações e suas intolerâncias contra tudo e contra todos. Já outras, nem se dão o trabalho de inventar um nome, pois querem deixar bem claro quem realmente são.

Interpretar o que foi dito ou escrito para depois opinar já não faz parte do processo. O que vale, é pegar uma notinha de rodapé, um fragmento de um texto ou apenas um título do noticiário, distorcer, injetar veneno e distribuir orgulhosamente nas redes (anti) sociais.

É triste perceber que a geração que é conectada, que veio para mudar o rumo das coisas para melhor, infelizmente está impregnada e carrega consigo os mesmos erros da minha geração e da geração anterior.

Muitos realmente fazem a diferença, mas a grande maioria, não se dá ao trabalho de analisar os erros e fazer a diferença. Se acomodaram em seu mundinho dentro do smartphone, onde tudo está ao alcance dos dedos, inclusive, a opção de continuar cometendo os mesmos erros.

Os tempos difíceis não acabarão em breve, ele está apenas começando. As pessoas continuarão o combate nesse campeonato que acontece a cada 2 anos. E as redes (anti) sociais, se tornam um octógono, e vence, aquele que bate mais, sem piedade.


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